
Hoje escreverei algo,
algo demente,
sobre os uivos que ouvimos juntos
e os distantes templos que visitámos,
não te negarei
e não irei desmentir tuas palavras,
agora,
que como simples acto da natureza
te transformei em
sagrado rubi efervescênte,
serei condenado
pelo beijo que me destes
e que cantei como eternamente meu.
não serão os monstros que pintámos
na noite
que te vão raptar,
mas sim,
o navegante,
em procura de silabas de ouro
e sons amênos de liberdade,
que um dia,
em furia,
te seduzirá
e mostrará
novas colinas verdejantes
com sabor a mel silvestre
e o odor de uma estrela,
que não poderei dividir.
não fujo
de ti, de mim
mas dele
que me atormenta
a saborear o rum de tua boca,
o verniz prateado de teu corpo,
algo me chama,
não me perguntes o quê
ou para onde,
pois desconheço esta voz
forte e sedutora,
envergada num vestido de seda
com cheiro lilás a poênte.....
algo demente,
sobre os uivos que ouvimos juntos
e os distantes templos que visitámos,
não te negarei
e não irei desmentir tuas palavras,
agora,
que como simples acto da natureza
te transformei em
sagrado rubi efervescênte,
serei condenado
pelo beijo que me destes
e que cantei como eternamente meu.
não serão os monstros que pintámos
na noite
que te vão raptar,
mas sim,
o navegante,
em procura de silabas de ouro
e sons amênos de liberdade,
que um dia,
em furia,
te seduzirá
e mostrará
novas colinas verdejantes
com sabor a mel silvestre
e o odor de uma estrela,
que não poderei dividir.
não fujo
de ti, de mim
mas dele
que me atormenta
a saborear o rum de tua boca,
o verniz prateado de teu corpo,
algo me chama,
não me perguntes o quê
ou para onde,
pois desconheço esta voz
forte e sedutora,
envergada num vestido de seda
com cheiro lilás a poênte.....
.....ou então
apenas eu
sem nunca me cruzar
no espelho......
Nimbus
Nimbus
















