"Todas as ocupações dos homens tendem à posse de alguma coisa; e eles não têm nem título para a possuir justamente, nem força para a possuir com segurança "
Pascal
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
...Os escritores raramente escrevem o que pensam. Limitam-se a escrever o que pensam que os outros pensam que eles pensam...
...Pensar é querer transmitir aos outros aquilo que se julga que se sente ....
....Falhamos ao traduzir exactamente o que se sente na nossa alma: o pensamento continua a não poder medir-se com a linguagem....
.....A subtileza do pensamento consiste em descobrir a semelhança das coisas diferentes e a diferença das coisas semelhantes....
....Os sentimentos dos que te são mais próximos constituem a crítica ao conhecimento que tu tens de ti mesmo, tanto em nobreza como em baixeza ....
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Amou....
Amou
E ama
E amará
Só não quer que seu amor
Seja uma prisão de dois,
Um contrato, entre boçejos
e quatro pés de chinelos.
Carlos Drummond de Andrade
E ama
E amará
Só não quer que seu amor
Seja uma prisão de dois,
Um contrato, entre boçejos
e quatro pés de chinelos.
Carlos Drummond de Andrade
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Chuva
As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir
Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir
São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder
Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer
A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera
Ai... meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob chuva
há instantes morrera
A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade
Jorge Fernando
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Mariza
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
domingo, 26 de outubro de 2008
A Vida passa lá em baixo
Há dias em que subo ao meu planeta...
E me sento na beirinha, olhando a vida lá em baixo...
Como água de um rio, ela passa sem parar...
E não nos deixa segunda oportunidade
Sempre pensei que ela me trataria de um modo,
Carinhoso e gentil....a ingenuidade me levava a crer...
Que haveria um dia... em que reclamaria para mim,
O prémio natural...de uma simples existência.
E me sento na beirinha, olhando a vida lá em baixo...
Como água de um rio, ela passa sem parar...
E não nos deixa segunda oportunidade
Sempre pensei que ela me trataria de um modo,
Carinhoso e gentil....a ingenuidade me levava a crer...
Que haveria um dia... em que reclamaria para mim,
O prémio natural...de uma simples existência.
sábado, 25 de outubro de 2008
Canção segredo
Eu queria ser alguém melhor
E ter assim razões para querer
Que o nosso amor te importa
E me vais abrigar se em teu coração começar a chover
Calando assim a voz que me diz
Nada mais o amor te deve
Mas é no coração que o escreve
Não queria temer pelo pior nem
Pelo que o futuro pode ou não vir a trazer
E se o nosso amor acabar meu amor eu juro
Que eu não quero mais viver
Calando assim a voz que me diz
Nada mais o amor te deve
Mas é no coração que o escreve
Meu amor não cantes esta canção
Ela não pertence ao mundo que eu quero para nós
Ela não vão embalar o nosso amor.
Manuel Cruz
E ter assim razões para querer
Que o nosso amor te importa
E me vais abrigar se em teu coração começar a chover
Calando assim a voz que me diz
Nada mais o amor te deve
Mas é no coração que o escreve
Não queria temer pelo pior nem
Pelo que o futuro pode ou não vir a trazer
E se o nosso amor acabar meu amor eu juro
Que eu não quero mais viver
Calando assim a voz que me diz
Nada mais o amor te deve
Mas é no coração que o escreve
Meu amor não cantes esta canção
Ela não pertence ao mundo que eu quero para nós
Ela não vão embalar o nosso amor.
Manuel Cruz
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
A noite grita por mim

A palavra a razão as vezes em vão gritada por mim em momentos de solidão, instinto carnal por vezes banal lembranças em mim desejo final.
Travar batalhas perdidas o mundo sozinho esquecido...
Porque a noite grita e chora sempre por mim, hoje ainda sinto esta ausência de ti, porque a noite grita e chora sempre por mim pois a noite sabe que não estas aqui para mim.
Procurando o vazio em um sonho tao frio que eu quero esquecer em um momento ta sombrio,
Travar batalhas perdidas o mundo sozinho esquecido.
Porque a noite grita e chora sempre por mim, hoje ainda sinto esta ausência de ti, porque a noite grita e chora sempre por mim pois a noite sabe que não estas aqui.
Para mim.
domingo, 19 de outubro de 2008
Eu

Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho,
e desta sorteSou a crucificada... a dolorida...
Sombra de névoa tênue e esvanecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!...
Sou aquela que passa e ninguém vê...
Sou a que chamam triste sem o ser...
Sou a que chora sem saber porquê...
Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver,
E que nunca na vida me encontrou!
Florbela Espanca
sábado, 18 de outubro de 2008
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Round Here - Counting Crows
Step out the front door like a ghost into the fog
Where no one notices the contrast of white on white
And in between the moon and you the angels get a better view
Of the crumbling difference between wrong and right
I walk in the air between the rain through myself and back again
Where? I dont know
Maria says shes dying through the door I hear her crying
Why? I dont know
Round here we always stand up straight
Round here something radiates
Maria came from nashville with a suitcase in her hand
She said shed like to meet a boy who looks like elvis
She walks along the edge of where the ocean meets the land
Just like shes walking on a wire in the circus
She parks her car outside of my house
Takes her clothes off
Says shes close to understanding jesus
She knows shes more than just a little misunderstood
She has trouble acting normal when shes nervous
Round here were carving out our names
Round here we all look the same
Round here we talk just like lions
But we sacrifice like lamb
Round here shes slipping through my hands
Sleeping children better run like the wind
Out of the lightning dream
Mamas little baby better get herself in
Out of the lightning
She says its only in my head
She says shhh I know its only in my head
But the girl on car in the parking lot saysman you should try to take a shot
Cant you see my walls are crumbling?
Then she looks up at the building and says shes thinking of jumping
She says shes tired of life she must be tired of something
Round here shes always on my mind
Round here hey man got lots of time
Round here were never sent to bed early
And nobody makes us wait
Round here we stay up very, very, very, very late
I cant see nothing, nothing round here
Catch me if Im falling
Where no one notices the contrast of white on white
And in between the moon and you the angels get a better view
Of the crumbling difference between wrong and right
I walk in the air between the rain through myself and back again
Where? I dont know
Maria says shes dying through the door I hear her crying
Why? I dont know
Round here we always stand up straight
Round here something radiates
Maria came from nashville with a suitcase in her hand
She said shed like to meet a boy who looks like elvis
She walks along the edge of where the ocean meets the land
Just like shes walking on a wire in the circus
She parks her car outside of my house
Takes her clothes off
Says shes close to understanding jesus
She knows shes more than just a little misunderstood
She has trouble acting normal when shes nervous
Round here were carving out our names
Round here we all look the same
Round here we talk just like lions
But we sacrifice like lamb
Round here shes slipping through my hands
Sleeping children better run like the wind
Out of the lightning dream
Mamas little baby better get herself in
Out of the lightning
She says its only in my head
She says shhh I know its only in my head
But the girl on car in the parking lot saysman you should try to take a shot
Cant you see my walls are crumbling?
Then she looks up at the building and says shes thinking of jumping
She says shes tired of life she must be tired of something
Round here shes always on my mind
Round here hey man got lots of time
Round here were never sent to bed early
And nobody makes us wait
Round here we stay up very, very, very, very late
I cant see nothing, nothing round here
Catch me if Im falling
é tarde, meu amor...
é tarde meu amor
estou longe de ti com o tempo, diluíste-te nas veias das marés, na saliva de meu corpo sofrido
agora, tuas máquinas trituraram-me, cospem-me, interrompem o sono
habito longe, no coração vivo das areias, no cuspo límpido dos corais...
a solidão tem dias mais cruéis
tentei ser teu, amar-te e amar o falso ouro...quis ser grande e morrer contigo
enfeitar-me com as tuas luas brancas, pratear a voz em tuas águas de seda...cantar-te os gestos com ternura
mas não
águas, águas inquinadas pulsando dentro do meu corpo, como um peixe ferido, louco
em mim a lama... e o visco inocente dos teus náufragos sem nome-de-rua, nem estátua-de-jardim-público
aceito o desafio do teu desdém
na boca ficou-me um gosto a salmoura e destruição
apenas possuo o corpo magoado destas poucas palavras tristes que te cantam
estou longe de ti com o tempo, diluíste-te nas veias das marés, na saliva de meu corpo sofrido
agora, tuas máquinas trituraram-me, cospem-me, interrompem o sono
habito longe, no coração vivo das areias, no cuspo límpido dos corais...
a solidão tem dias mais cruéis
tentei ser teu, amar-te e amar o falso ouro...quis ser grande e morrer contigo
enfeitar-me com as tuas luas brancas, pratear a voz em tuas águas de seda...cantar-te os gestos com ternura
mas não
águas, águas inquinadas pulsando dentro do meu corpo, como um peixe ferido, louco
em mim a lama... e o visco inocente dos teus náufragos sem nome-de-rua, nem estátua-de-jardim-público
aceito o desafio do teu desdém
na boca ficou-me um gosto a salmoura e destruição
apenas possuo o corpo magoado destas poucas palavras tristes que te cantam
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
O ultimo adeus...
O NOSSO LIVRO

Livro do meu amor, do teu amor,
Livro do nosso amor , do nosso peito...
Abre-lhe as folhas devagar, com jeito,
Como se fossem pétalas de flor.
Olha que eu outro já não sei compor
Mais santamente triste, mais perfeito
Não esfolhes os lírios como que é feito
Que outros não tenho em meu jardim de dor!
Livro de mais ninguém! Só meu! Só teu!
Num sorriso tu dizes e digo eu:
Versos só nossos mas que lindos sois!
Ah! meu Amor! Mas quanta, quanta gente
Dirá, fechando o livro docemente:
"Versos só nossos, só de nós os dois!"
Florbela Espanca
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Bella Luna

Mystery the moon
A hole in the sky
A supernatural nightlight
So full but often right
A pair of eyes a closing one
A chosen child in golden sun
A marble dog that chases cars
To farthest reaches of the beach and far beyond into the swimming sea of stars
The cosmic fish they love to kiss
They're giving birth to constellations
No riffs and oh no reservation
If they should fall you get a wish or dedication
May I suggest you get the best
For nothing less than you and I
Let's take a chance as this romance is rising over before we lose the lighting
Oh bella bella please
Bella you beautiful luna
Oh bella do what you do
Do do do do do
You are an illuminating anchor
Of leagues to infinite number
Of crashing waves and breaking thunder
Tiding the ebb an flows of hunger
You're dancing naked there for me
You expose all memory
You make the most of boundary
You're the ghost of royalty imposing love
You are the queen and king combining everything
Intertwining like a ring around the finger, of a girl
I'm just a singer, you're the world
All I can bring ya
Is the language of a lover
Bella luna, my beautiful beautiful moon
How you swoon me like no other
May I suggest you get the best
Of your wish may I insist
That no contest for little you or smaller I
A larger chance set, but all them may lie
On the rise, on the brink of our lives
Bella pleaseBella you beautiful luna
Oh bella do what you doBella luna
My beautiful beautiful moon
How you swoon me like no other, oh oh oh
Jason Mraz
Feiticeira

De que noite demorada
Ou de que breve manhã
Vieste tu, feiticeira
De nuvens deslumbrada
De que sonho feito mar
Ou de que mar não sonhado
Vieste tu, feiticeira
Aninhar-te ao meu lado
De que fogo renascido
Ou de que lume apagado
Vieste tu, feiticeira
Segredar-me ao ouvido
De que fontes de que águas
De que chão de que horizonte
De que neves de que fráguas
De que sedes de que montes
De que norte de que lida
De que deserto de morte
Vieste tu feiticeira
Inundar-me de vida.
Luis Represas
Ou de que breve manhã
Vieste tu, feiticeira
De nuvens deslumbrada
De que sonho feito mar
Ou de que mar não sonhado
Vieste tu, feiticeira
Aninhar-te ao meu lado
De que fogo renascido
Ou de que lume apagado
Vieste tu, feiticeira
Segredar-me ao ouvido
De que fontes de que águas
De que chão de que horizonte
De que neves de que fráguas
De que sedes de que montes
De que norte de que lida
De que deserto de morte
Vieste tu feiticeira
Inundar-me de vida.
Luis Represas
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Súplica

Olha pra mim, amor, olha pra mim;
Meus olhos andam doidos por te olhar!
Cega-me com o brilho de teus olhos
Que cega ando eu há muito por te amar.
O meu colo é arrninho imaculado
Duma brancura casta que entontece;
Tua linda cabeça loira e bela
Deita em meu colo, deita e adormece!
Tenho um manto real de negras trevas
Feito de fios brilhantes d`astros belos
Pisa o manto real de negras trevas
Faz alcatifa, oh faz, de meus cabelos!
Os meus braços são brancos como o linho
Quando os cerro de leve, docemente...Oh!
Deixa-me prender-te e enlear-te
Nessa cadeia assim etemamente!
...Vem para mim,amor...
Ai não desprezes
A minha adoração de escrava louca!
Só te peço que deixes exalar
Meu último suspiro na tua boca!...
Florbela Espanca
Meus olhos andam doidos por te olhar!
Cega-me com o brilho de teus olhos
Que cega ando eu há muito por te amar.
O meu colo é arrninho imaculado
Duma brancura casta que entontece;
Tua linda cabeça loira e bela
Deita em meu colo, deita e adormece!
Tenho um manto real de negras trevas
Feito de fios brilhantes d`astros belos
Pisa o manto real de negras trevas
Faz alcatifa, oh faz, de meus cabelos!
Os meus braços são brancos como o linho
Quando os cerro de leve, docemente...Oh!
Deixa-me prender-te e enlear-te
Nessa cadeia assim etemamente!
...Vem para mim,amor...
Ai não desprezes
A minha adoração de escrava louca!
Só te peço que deixes exalar
Meu último suspiro na tua boca!...
Florbela Espanca
Amor dos Fogos

.....vêm sôfregos os peixes da madrugada
beber o marítimo veneno das grandes travessias
trazem nas escamas a primavera sombria do mar largam minúsculos cristais de areia junto à boca
e partem quando desperto no tecido húmido dos sonhos
.... vem deitar-te comigo no feno dos romances
para que a manhã não solte o ciúme
e de novo nos obrigue a fugir....
.... vem estender-te onde os dedos são aves sobre o peito
esquece os maus momentos a falta de notícias a preguiça
ergue-te e regressa
para olharmos a geada dos astros deslizar nas vidraças
e os pássaros debicam o outono no sumo das amoras....
.... iremos pelos campos
à procura do silente lume das cassiopeias...
beber o marítimo veneno das grandes travessias
trazem nas escamas a primavera sombria do mar largam minúsculos cristais de areia junto à boca
e partem quando desperto no tecido húmido dos sonhos
.... vem deitar-te comigo no feno dos romances
para que a manhã não solte o ciúme
e de novo nos obrigue a fugir....
.... vem estender-te onde os dedos são aves sobre o peito
esquece os maus momentos a falta de notícias a preguiça
ergue-te e regressa
para olharmos a geada dos astros deslizar nas vidraças
e os pássaros debicam o outono no sumo das amoras....
.... iremos pelos campos
à procura do silente lume das cassiopeias...
A felicidade exige valentia.

"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não
esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela
vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios,
incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos
problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no
recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter
medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para
ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."
esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela
vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios,
incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos
problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no
recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter
medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para
ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."
domingo, 12 de outubro de 2008
Mates are chosen first by visual appeal. Not odor, rythm, skin. It is an error to believe that the eye can caress a woman. Is a woman constructed out of light or of skin? Her image is never real in the eye, it is engraved on the ends of the fingers.
Texto publicado na revista eye - Doors

Quando eu morrer voltarei para buscar os instantes que nao vivi junto do mar.
Sofia de Mello Breyner Andresen
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Sofia de Mello Breyner Andresen
Os versos que te fiz

Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem pra te dizer!
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim pra te oferecer.
Têm dolência de veludos caros,
São como sedas pálidas a arder...
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer!
Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda...
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz!
Amo-te tanto! E nunca te beijei...
E nesse beijo, Amor, que eu te não dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz!
Florbela Espanca
Cicatrizes da Vida

Nós os dois pura matemática
Como num problema complexo de difícil resolução,
Fórmula vazia de nexo,
Num equilíbrio perfeito e lógico encontramos a solução
Nem sempre os momentos são bons
E tudo fica por dizer
Mas basta o teu olhar e eu sei que não me vou perder
Como que nos leva a fazer coisas que nós nem sempre queremos
Assim é o amor
Tempestade de impulsos, turbilhão de sentimentos
Mas apesar dos fracassos e das marcas que ficam de balas perdidas
São disparos certeiros que nos deixam marcadas
Cicatrizes da vida
Somas de parcelas que não são mais
Do que pedaços de ti e de mim,
Numa química onde somos iguais
Menito Ramos
Um enorme nada

Talvez não chegue a ser nada, mas o simples facto de me pôr a pensar no assunto já é bom sinal. Sinal de que os tempos mudam e com eles a minha vontade. Vontades que pensava perdidas. Sentimentos que julgava já não achar. Pensamentos que nunca pensei voltar a ter. Não foi desta que morri. Apenas morreu parte de mim. Mas a vida que me resta nas mãos ainda tem vontade própria. Estava muito longe. Uma vez mais não vi sinais. Não vi nada surgir de mansinho. Nenhuma sombra ou brisa surgiu primeiro. Daí não ter podido observar as cores nem os sons, muito menos cheiros. Porque serei eu tão desatenta à vida? Porque terei eu tanto medo de respirar, se tenho perfeita consciência que morro se não o fizer? Porque será que me sinto vazia sem estes sentimentos, mas fujo deles como se fossem terra de fogo e no entanto adoro-os?!
Contradições. Pedaços de mim. Se um dia conseguir juntar tudo de novo provavelmente voltarei a me encontrar. E se me encontrar que seja numa praia deserta, com novelos de espuma a correr, o coração cheio de esperança e os teus olhos cor de mar pra contemplar.
Mystic
Amizade

Amizades são feitas de pedacinhos. Pedacinhos de tempo que vivemos com cada pessoa. Não importa a quantidade de tempo que passamos com cada amigo, mas a qualidade do tempo que vivemos com cada pessoa. Cinco minutos podem ter uma importância muito maior do que um dia inteiro ... ou uma vida inteira. Saboreio cada momento bom da minha vida, porque sei que não se voltará a repetir.
Palavras sem linha
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Ignorância

“A ignorância é a noite da mente, mas uma noite sem lua nem estrelas”.
"Muito sabe quem conhece a própria ignorância”.
Confúcio
karta de amor

Nada mais a dizer. apenas a dor ke sinto por dentro por mais uma vez ter falhado, o ke te vem encher de razao pela tua magoa. sim, sou um kobarde por nao me ter aberto por kompleto ktgo, eskondi te parte de mim kuando nao o devia, kalei me kuando devia ter partilhado. nao o fiz. sou assim por habito, e falho. falho kom as pessoas ke me kerem bem, e essa é a razao pro estar so, e assim kontinuar. talvez seja esse o meu destino, nao sei.penso ke por esta altura me estejas a odiar, e kom razoes para isso, mas nao sera por essa razao ke mudarei o ke sinto.lamento ter sido assim, nao mudei o suficiente, perdi me nas minhas inseguranças nos meus medos e akabei por te perder, mereci-o.nada mais a fazer.fizeste bem em me ter riskado da vossa vida, eu nao iria merecer o teu amor, nem a tua amizade, nem devia nunka ter kruzado o teu kaminho.......posso ter provokado essa magoa toda, nao era essa a ideia, nem o meu desjo, mas assim akonteceu, lamento....mas uma koisa nunka poderas afirmar, kuando te disse ke te amava e keria fikar ktg, nao te menti senti o e kontinuo a sentir, apesar de nao me akreditares.trata bem de ti, se feliz, é a ultima koisa k te peço....mereces todo o amor do mundo, es uma pessoa muito especial, e vais konseguir enkontrar alguem ke te faça sentir bem.ps- blogs, hi5, etc, para mim nao me interessa pra nada, faz o k kiseres, estas no teu direito. ate podes apagar me pra sempre, eu nunka te irei eskecer....akontece , kuando se ama, mesmo ke nao proceda korretamente....AMORO TE
inkognito
sábado, 11 de outubro de 2008
Menino do bairro negro - José Afonso
Olha o sol que vai nascendo
Anda ver o mar
Os meninos vão correndo
Ver o sol chegar
Ver o sol chegar
Menino sem condição
Irmão de todos os nus
Tira os olhos do chão
Vem ver a luz
Menino do mal trajar
Um novo dia lá vem
Só quem souber cantar
Virá também
Negro bairro negro
Bairro negro
Onde não há pão
Não há sossego
Menino pobre o teu lar
Queira ou não queira o papão
Há-de um dia cantar
Esta canção
Olha o sol que vai nascendo
Anda ver o mar
Os meninos vão correndo
Ver o sol chegar
Ver o sol chegar
Se até da gosto cantar
Se toda a terra sorri
Quem te não há-de amar
Menino a ti
Se não é fúria a razão
Se toda a gente quiser
Um dia hás-de aprender
Haja o que houver
Negro bairro negro
Bairro negro
Onde não há pão
Não há sossego
Menino pobre o teu lar
Queira ou não queira o papão
Há-de um dia cantar
Esta canção
Olha o sol que vai nascendo
Anda ver o mar
Os meninos vão correndo
Ver o sol chegar
Ver o sol chegar
Anda ver o mar
Os meninos vão correndo
Ver o sol chegar
Ver o sol chegar
Menino sem condição
Irmão de todos os nus
Tira os olhos do chão
Vem ver a luz
Menino do mal trajar
Um novo dia lá vem
Só quem souber cantar
Virá também
Negro bairro negro
Bairro negro
Onde não há pão
Não há sossego
Menino pobre o teu lar
Queira ou não queira o papão
Há-de um dia cantar
Esta canção
Olha o sol que vai nascendo
Anda ver o mar
Os meninos vão correndo
Ver o sol chegar
Ver o sol chegar
Se até da gosto cantar
Se toda a terra sorri
Quem te não há-de amar
Menino a ti
Se não é fúria a razão
Se toda a gente quiser
Um dia hás-de aprender
Haja o que houver
Negro bairro negro
Bairro negro
Onde não há pão
Não há sossego
Menino pobre o teu lar
Queira ou não queira o papão
Há-de um dia cantar
Esta canção
Olha o sol que vai nascendo
Anda ver o mar
Os meninos vão correndo
Ver o sol chegar
Ver o sol chegar
Vinho...
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Meu herói pequeno - Tony Carreira
Eu ando em viagem mas sempre a teu lado
Na minha bagagem levo a tua imagem, o teu nome gravado
Como poderia esquecer-te um segundo
Se és minha alegria nesta vida fria neste negro mundo
REFRÃO:
Meu herói pequeno, sorriso sereno, homem pequenino
Cresce devagar, que eu quero chegar a tempo de ver
A tua mudança e ter a esperança que serás meu filho
A mesma alegria que me deste um dia ao ver-te nascer
Quando em horas mortas me envolve a tristeza
Levo a tua imagem que me dá coragem e me dá certeza
Eu sempre serei aquele homem certo
Que mesmo distante está sempre atento está sempre perto
Na minha bagagem levo a tua imagem, o teu nome gravado
Como poderia esquecer-te um segundo
Se és minha alegria nesta vida fria neste negro mundo
REFRÃO:
Meu herói pequeno, sorriso sereno, homem pequenino
Cresce devagar, que eu quero chegar a tempo de ver
A tua mudança e ter a esperança que serás meu filho
A mesma alegria que me deste um dia ao ver-te nascer
Quando em horas mortas me envolve a tristeza
Levo a tua imagem que me dá coragem e me dá certeza
Eu sempre serei aquele homem certo
Que mesmo distante está sempre atento está sempre perto
Era - Estopa
Era como el sol a la mañana
luna blanca en soledad,
prohibida entre las manzanas.
sabe que esta dentro de mis sueños
mi pecado original
que me condena y me salva
era la lluvia en madrugada
calidad como un fogon,
era fiera como una pantera
y suave como el algodon,
era siempre primavera
Se marcho
se fue por donde habia venido y no volvio
y me ha dejado con dos tazas de cafe,
y un papel que dice adios y una foto de carnet,
y el alma llena de pena.
Siempre me despierto por las noches no puedo dormir,
se me queda el alma en vela
y sueño despierto con recuerdos que quieren salir,
tengo la memoria llena.
fue una noche negra y prisionera
de una carcel de cristal,
y yo sigo preguntando
pero nadie sabe donde esta,
nadie tiene la respuesta
Era la lluvia de madrugada calidad como un fogon,
era fiera como una pantera y suave como el algodon,
era siempre primavera
Se marcho
se fue por donde habia venido y no volvio
y me ha dejado con dos tazas de cafe,
y un papel que dice adios y una foto de carnet,
y el alma llena de pena. (x2)
luna blanca en soledad,
prohibida entre las manzanas.
sabe que esta dentro de mis sueños
mi pecado original
que me condena y me salva
era la lluvia en madrugada
calidad como un fogon,
era fiera como una pantera
y suave como el algodon,
era siempre primavera
Se marcho
se fue por donde habia venido y no volvio
y me ha dejado con dos tazas de cafe,
y un papel que dice adios y una foto de carnet,
y el alma llena de pena.
Siempre me despierto por las noches no puedo dormir,
se me queda el alma en vela
y sueño despierto con recuerdos que quieren salir,
tengo la memoria llena.
fue una noche negra y prisionera
de una carcel de cristal,
y yo sigo preguntando
pero nadie sabe donde esta,
nadie tiene la respuesta
Era la lluvia de madrugada calidad como un fogon,
era fiera como una pantera y suave como el algodon,
era siempre primavera
Se marcho
se fue por donde habia venido y no volvio
y me ha dejado con dos tazas de cafe,
y un papel que dice adios y una foto de carnet,
y el alma llena de pena. (x2)
Te Vi Te Vi - Estopa
Tu tranquilo que la rabia sale sola
No las busques porque te quema
No te asustes si tu miedo no te asusta
Y no corras porque das pena
Nunca estuviste en el cielo
Eres de los que no vuelan
Presidiario del silencio frio
Que la sangre hiela, si se ha muerto un sentimiento
Yo le encenderé una hoguera
De esas que llevo por dentro
De esas que de fuego me queman
Y he perdido los papeles
Y me han echado de la tierra
Te vi te vi pero no se donde
Reza pa que no me pierda
Ya he llegado al horizonte
Se avecina una tormenta
Me voy a tirar al monte
Y reza pa que no me pierda
Me han robado el esqueleto
Me quema la carretera
A mi no me quema el fuego
Aquí solo huele a rueda
Siempre quiero estar contento
Triste no valgo la pena
Si me ahogo en tu lamento
Llévame siempre a tu vera
Así que deja de inventarte recetas
Pregúntale a las brujas
Que aun van a la hoguera
Mira bien la talla
Al cambiar de chaqueta
Y escondeme del monstruo
Y que no me vea
Llévame siempre a tu vera
No las busques porque te quema
No te asustes si tu miedo no te asusta
Y no corras porque das pena
Nunca estuviste en el cielo
Eres de los que no vuelan
Presidiario del silencio frio
Que la sangre hiela, si se ha muerto un sentimiento
Yo le encenderé una hoguera
De esas que llevo por dentro
De esas que de fuego me queman
Y he perdido los papeles
Y me han echado de la tierra
Te vi te vi pero no se donde
Reza pa que no me pierda
Ya he llegado al horizonte
Se avecina una tormenta
Me voy a tirar al monte
Y reza pa que no me pierda
Me han robado el esqueleto
Me quema la carretera
A mi no me quema el fuego
Aquí solo huele a rueda
Siempre quiero estar contento
Triste no valgo la pena
Si me ahogo en tu lamento
Llévame siempre a tu vera
Así que deja de inventarte recetas
Pregúntale a las brujas
Que aun van a la hoguera
Mira bien la talla
Al cambiar de chaqueta
Y escondeme del monstruo
Y que no me vea
Llévame siempre a tu vera
Long Nights - Eddie Vedder
Have no fear
For when I'm alone
I'll be better off than I was before
I've got this light
I'll be around to grow
Who I was before
I cannot recall
Long nights allow me to feel...
I'm falling...I am falling
The lights go out
Let me feel
I'm falling
I am falling safely to the ground
Ah...
I'll take this soul that's inside me now
Like a brand new friend
I'll forever know
I've got this light
And the will to show
I will always be better than before
Long nights allow me to feel...
I'm falling...I am falling
The lights go out
Let me feel
I'm falling
I am falling safely to the ground
Ah...
For when I'm alone
I'll be better off than I was before
I've got this light
I'll be around to grow
Who I was before
I cannot recall
Long nights allow me to feel...
I'm falling...I am falling
The lights go out
Let me feel
I'm falling
I am falling safely to the ground
Ah...
I'll take this soul that's inside me now
Like a brand new friend
I'll forever know
I've got this light
And the will to show
I will always be better than before
Long nights allow me to feel...
I'm falling...I am falling
The lights go out
Let me feel
I'm falling
I am falling safely to the ground
Ah...
Água...
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
There's no wrong or right
but I'm sure there's good and bad
the questions linger overhead
No matter how cold the winter
There's a springtime ahead
I'm thumbing my way back to heaven
I wish that I could hold you
I wish that I had
Thinking about heaven
I let go of the rope
Thinking that's what held me back
And in time I've realized
It's now wrapped around my neck
but I'm sure there's good and bad
the questions linger overhead
No matter how cold the winter
There's a springtime ahead
I'm thumbing my way back to heaven
I wish that I could hold you
I wish that I had
Thinking about heaven
I let go of the rope
Thinking that's what held me back
And in time I've realized
It's now wrapped around my neck
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Sei de um rio - Camané

Sei de um rio, sei de um rio
Em que as únicas estrelas nele sempre debruçadas
São as luzes da cidade
Sei de um rio, sei de um rio
Onde a própria mentira tem o sabor da verdade
Sei de um rio…
Meu amor dá-me os teus lábios, dá-me os lábios desse rio
Que nasceu na minha sede, mas o sonho continua
E a minha boca até quando ao separar-se da tua
Vai repetindo e lembrando
Sei de um rio, sei de um rio
Meu amor dá-me os teus lábios, dá-me os lábios desse rio
Que nasceu na minha sede, mas o sonho continua
E a minha boca até quando ao separar-se da tua
Vai repetindo e lembrando
Sei de um rio, sei de um rio
Sei de um rio, até quando
Pedro Homem de Melo - Alain Oulman
Em que as únicas estrelas nele sempre debruçadas
São as luzes da cidade
Sei de um rio, sei de um rio
Onde a própria mentira tem o sabor da verdade
Sei de um rio…
Meu amor dá-me os teus lábios, dá-me os lábios desse rio
Que nasceu na minha sede, mas o sonho continua
E a minha boca até quando ao separar-se da tua
Vai repetindo e lembrando
Sei de um rio, sei de um rio
Meu amor dá-me os teus lábios, dá-me os lábios desse rio
Que nasceu na minha sede, mas o sonho continua
E a minha boca até quando ao separar-se da tua
Vai repetindo e lembrando
Sei de um rio, sei de um rio
Sei de um rio, até quando
Pedro Homem de Melo - Alain Oulman
domingo, 5 de outubro de 2008
Desabafos

Sempre há um amanhã e a vida nos dá outra oportunidade para fazer as coisas bem, mas se por acaso me equivoco e hoje é tudo o que nos resta, eu gostaria de te dizer o quanto te quero, que nunca te esquecerei.
Gabriel Garcia Marquez
Gabriel Garcia Marquez
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Gabriel Garcia Marquez,
Pensamento
AMIZADE
"Faço-te vício
para me desculpar
desta tão grande desatenção
a todas as outras coisas
um dia morrerei
só para não te ver partir "
Lobo Meigo
para me desculpar
desta tão grande desatenção
a todas as outras coisas
um dia morrerei
só para não te ver partir "
Lobo Meigo
Palavras
... Sim Senhor, tudo o que queira, mas são as palavras as que cantam, as que sobem e baixam ... Prosterno-me diante delas... Amo-as, uno-me a elas, persigo-as, mordo-as, derreto-as ... Amo tanto as palavras ... As inesperadas ... As que avidamente a gente espera, espreita até que de repente caem ... Vocábulos amados ... Brilham como pedras coloridas, saltam como peixes de prata, são espuma, fio, metal, orvalho ... Persigo algumas palavras ... São tão belas que quero colocá-las todas em meu poema ... Agarro-as no vôo, quando vão zumbindo, e capturo-as, limpo-as, aparo-as, preparo-me diante do prato, sinto-as cristalinas, vibrantes, ebúrneas, vegetais, oleosas, como frutas, como algas, como ágatas, como azeitonas ... E então as revolvo, agito-as, bebo-as, sugo-as, trituro-as, adorno-as, liberto-as ... Deixo-as como estalactites em meu poema; como pedacinhos de madeira polida, como carvão, como restos de naufrágio, presentes da onda ... Tudo está na palavra ... Uma idéia inteira muda porque uma palavra mudou de lugar ou porque outra se sentou como uma rainha dentro de uma frase que não a esperava e que a obedeceu ... Têm sombra, transparência, peso, plumas, pêlos, têm tudo o que ,se lhes foi agregando de tanto vagar pelo rio, de tanto transmigrar de pátria, de tanto ser raízes ... São antiqüíssimas e recentíssimas. Vivem no féretro escondido e na flor apenas desabrochada ... Que bom idioma o meu, que boa língua herdamos dos conquistadores torvos ... Estes andavam a passos largos pelas tremendas cordilheiras, pelas .Américas encrespadas, buscando batatas, butifarras*, feijõezinhos, tabaco negro, ouro, milho, ovos fritos, com aquele apetite voraz que nunca. mais,se viu no mundo ... Tragavam tudo: religiões, pirâmides, tribos, idolatrias iguais às que eles traziam em suas grandes bolsas... Por onde passavam a terra ficava arrasada... Mas caíam das botas dos bárbaros, das barbas, dos elmos, das ferraduras. Como pedrinhas, as palavras luminosas que permaneceram aqui resplandecentes... o idioma. Saímos perdendo... Saímos ganhando... Levaram o ouro e nos deixaram o ouro... Levaram tudo e nos deixaram tudo... Deixaram-nos as palavras.
Pablo Neruda
Pablo Neruda
Bring your love
The morning wind comes from your street
Please don’t make me wait
We need to meet
Bring your love to me
Your’re the breeze in the trees
You’re the gates to the garden
You’re the sound and you’re the spring
You’re the wine you’re the water
Bring your love to me
I still wait for you my lover
You may come now at any hour
You’re the breeze in the trees
You’re the gates to the garden
You’re the sound and you’re the spring
You’re the wine you’re the water
Bring your love to me
Sharyar Mazgani
Please don’t make me wait
We need to meet
Bring your love to me
Your’re the breeze in the trees
You’re the gates to the garden
You’re the sound and you’re the spring
You’re the wine you’re the water
Bring your love to me
I still wait for you my lover
You may come now at any hour
You’re the breeze in the trees
You’re the gates to the garden
You’re the sound and you’re the spring
You’re the wine you’re the water
Bring your love to me
Sharyar Mazgani
sábado, 4 de outubro de 2008
A verdade
"Information is not knowledge. Knowledge is not wisdom. Wisdom is not truth. Truth is not beauty. Beauty is not love. Love is not music. Music is THE BEST..."
- Frank Zappa
- Frank Zappa
Perfeição

"A verdade está dentro de nós. Não surge das coisas externas, mesmo que assim acreditemos. Há um centro interno onde a verdade habita em sua plenitude. Mas as espessas camadas da carne grosseira impedem o seu esplendor. A pervertida rede carnal frusta, emaranha e faz tudo parecer errôneo. Para alcançar a sabedoria, o indivíduo tem que abrir de dentro para fora, um caminho. Por onde o aprisionado esplendor possa passar. Ao invés de tentar absorver a luz, supondo que ela se encontre além de si mesmo."
Sidharta
Corre...Rebelde...
...CORRE
SALTA
ESPERNEIA COMO UMA AVE ENRAIVECIDA
RESMUNGA COMO O PROFUNDO
RESPIRAR DE UM VELHO,
NEGRA E MORTAL
FERIDA NA MENTE
DESCALÇA SOBRE OS REBENTOS
DA TERRA,
SOBRE OS FRUTOS BRAVOS
DE PEDRA
QUE SANGRAM DE ÇIU....
ONDE ESTAVAS ?
QUANDO ALGUEM ME CONVIDOU
PARA A CAMA
QUANDO A SOLIDÃO ME ABRAÇA
E ME POSSUI...
CORRE,
SALTA,
PELO PASTO QUE RESTA
PELO SAL DE UMA LÁGRIMA
REBELDE...
Nimbus
SALTA
ESPERNEIA COMO UMA AVE ENRAIVECIDA
RESMUNGA COMO O PROFUNDO
RESPIRAR DE UM VELHO,
NEGRA E MORTAL
FERIDA NA MENTE
DESCALÇA SOBRE OS REBENTOS
DA TERRA,
SOBRE OS FRUTOS BRAVOS
DE PEDRA
QUE SANGRAM DE ÇIU....
ONDE ESTAVAS ?
QUANDO ALGUEM ME CONVIDOU
PARA A CAMA
QUANDO A SOLIDÃO ME ABRAÇA
E ME POSSUI...
CORRE,
SALTA,
PELO PASTO QUE RESTA
PELO SAL DE UMA LÁGRIMA
REBELDE...
Nimbus
Desistir....
....ACABO DE DESISTIR
RECUSO-ME A PENSAR
JÁ NÃO CONSIGO
SOU FIEL AO LAMENTO DA LUA
DAS GUERRAS QUE TRAVAM AS
LINGUAS
E O SEXO REBULANDO NUMA
FEITIÇARIA INTERMINÁVEL
E TORNÁ-MO-NOS ANIMALESCOS
Á PROCURA DA PURPURA NO FLUXO
DO AMOR....
Nimbus
RECUSO-ME A PENSAR
JÁ NÃO CONSIGO
SOU FIEL AO LAMENTO DA LUA
DAS GUERRAS QUE TRAVAM AS
LINGUAS
E O SEXO REBULANDO NUMA
FEITIÇARIA INTERMINÁVEL
E TORNÁ-MO-NOS ANIMALESCOS
Á PROCURA DA PURPURA NO FLUXO
DO AMOR....
Nimbus
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Perdidamente

Que vontade de te amar
De me perder completamente em ti
Parar o tempo e deliciar-me contigo
Entranhar-me no teu cheiro
De me perder completamente em ti
Parar o tempo e deliciar-me contigo
Entranhar-me no teu cheiro
Palavras que ganham magia
Ao juntarem-se em tua homenagem
Que falam de ti
E de mim
Que descrevem fantasticamente
O feitiço que há em nós
Mystic
Parisienne Walkways

I remember Paris in '49.
The Champs Elysee, San Michelle,
and old Beaujolais wine.
And I recall that you were mine
in those Parisienne days.
Looking back at the photographs.
Those summer days spent outside corner cafes.
Oh, I could write you paragraphs,
about my old Parisienne days.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
AMIGOS
Tenho amigos que não sabem o quanto sao meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles. A amizade é um sentimento mais nobre que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrinseco o ciume, que não admite a rivalidade. E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivesse morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não têm noção de quanto me são necessários, de como sao indispensáveis... Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.Se todos eles morrerem, eu desabo!
"A gente não faz amigos, reconhecemo-los."
"A gente não faz amigos, reconhecemo-los."
Etiquetas:
Pensamento,
Vinicius de Moraes
sinais de luz.2

ke suave tarefa os deuses nos entregaram
enfrentar o dia
possuir o tempo
saborear as noites
sempre komo se fosse o ultimo instante
será essa a razão pela kual aki me enkontro
sem seker saber komo aki terei chegado
e akele suave bom dia desperta-me
para o mundo para as pessoas para as koisas
para tudo akilo ke tento renunciar
konsigo visualizar a tua imagem
sinto o teu korpo perto de mim
a tua respiração
o teu cheiro kontacto a pele
identifico-te indentifiko-me
persigo a tua sombra em todo o lado
ouço a tua respiração no vento
o bater do teu koração
em todas as koisas vivas
uma poderosa energia a atingir-me
Asgard nao voltara a ser a mesma
sonhei kontigo senti frio
nao estavas
Dr. Gummies
enfrentar o dia
possuir o tempo
saborear as noites
sempre komo se fosse o ultimo instante
será essa a razão pela kual aki me enkontro
sem seker saber komo aki terei chegado
e akele suave bom dia desperta-me
para o mundo para as pessoas para as koisas
para tudo akilo ke tento renunciar
konsigo visualizar a tua imagem
sinto o teu korpo perto de mim
a tua respiração
o teu cheiro kontacto a pele
identifico-te indentifiko-me
persigo a tua sombra em todo o lado
ouço a tua respiração no vento
o bater do teu koração
em todas as koisas vivas
uma poderosa energia a atingir-me
Asgard nao voltara a ser a mesma
sonhei kontigo senti frio
nao estavas
Dr. Gummies
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Universal Mind
I was doing time in the universal mind,
I was feeling find.
I was turning keys,
I was setting people free,I was doing all right.
Then you came along
with a suitcase and a song,
turned my head around.
Now i'm so alone
just looking for a home
in every face i see.
I'm the freedom man, i'm the freedom man.
I'm the freedom man, that's how lucky i am.
Jim Morrison
I was feeling find.
I was turning keys,
I was setting people free,I was doing all right.
Then you came along
with a suitcase and a song,
turned my head around.
Now i'm so alone
just looking for a home
in every face i see.
I'm the freedom man, i'm the freedom man.
I'm the freedom man, that's how lucky i am.
Jim Morrison
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Foges...
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Ontem, Hoje e Amanhã...

E se
ontem fui
o silençio em teu quarto,
refugio em tua seda,
demente sonho
naufragado ao largo de teu ventre...
Hoje,
encontrei em ti
o mar para a outra margem,
a pele para um outro ser,
com contornos rubros de prazer
repletos de ansiedade...
Amanhã,
um simples desejo,
reencarnar em mim
e não perder o momento
em que o sol nos uniu
debaixo de um mesmo céu....
Nimbus
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Uma Noite...

E enquanto o ritmo
da noite
se debate entre a dança e a sede...
Nós aqui
entre o olhar e o desejo
pedimos que o tempo se distraia
e se esqueça de nós....
Fomos atraiçoados
pela distânçia da lua
que somente nos sussurou o Amor,
e pelo sol
que amanheçeu cedo demais
e nos entregou
a este átrio de desespero e saudade...
E se o anoiteçer
te trouxer aqui novamente
quero ser o abrigo
do frio que te atáca
quero o doçe que te corre nas veias
que me embriaga
em dor e alegria.....
Nimbus
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Glosas Próprias
Se de saudade
morrerei ou não,
meus olhos dirão
de mim a verdade.
Por eles me atrevo
alcançar as águas
que mostrem as mágoas
que nesta alma levo.
As águas que em vão
me fazem chorar,
se elas são do mar
estas d'amar são.
Por elas relevo
todas minhas mágoas;
que, se força d'águas
me leva, eu as levo.
Todas me entristecem,
todas são salgadas;
porém as choradas
doces me parecem.
Correi, doces águas,
que, se em vós m'enlevo,
não doem as mágoas
que no peito levo.
Luís de Camões
morrerei ou não,
meus olhos dirão
de mim a verdade.
Por eles me atrevo
alcançar as águas
que mostrem as mágoas
que nesta alma levo.
As águas que em vão
me fazem chorar,
se elas são do mar
estas d'amar são.
Por elas relevo
todas minhas mágoas;
que, se força d'águas
me leva, eu as levo.
Todas me entristecem,
todas são salgadas;
porém as choradas
doces me parecem.
Correi, doces águas,
que, se em vós m'enlevo,
não doem as mágoas
que no peito levo.
Luís de Camões
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Inverno no Deserto....
"De tudo ficaram três coisas:
a certeza de que estamos sempre a começar,
a certeza de que é preciso continuar,
e a certeza de que seremos interrompidos antes de terminar.
Portanto, devemos:
fazer da interrupção um caminho novo,
da queda, um passo de dança,
do medo, uma escada,
do sonho, uma ponte,
da procura, um encontro."
Fernando Sabino
a certeza de que estamos sempre a começar,
a certeza de que é preciso continuar,
e a certeza de que seremos interrompidos antes de terminar.
Portanto, devemos:
fazer da interrupção um caminho novo,
da queda, um passo de dança,
do medo, uma escada,
do sonho, uma ponte,
da procura, um encontro."
Fernando Sabino
sábado, 5 de julho de 2008
Passado

Sou o passado
que se agita no brilho
de uma recordação,
que passou,
por mim
como a flecha de um beijo
já fundido na estrema
ao lado do caminho,
pela mata densa
que me impede de seguir-te,
a bruma e o cheiro
que deixas
são o rasto de que um dia ...
fui teu.
O astro leve da noite
consome
a pequena estrela que sou
e faço-me esqueçer
dissipado
nesse vasto negro
que já é...
passado.
Nimbus
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Nu

Nu
nu de ti...
vazio em min,
como frio
que me colhe disperso
num ventre,
alem,
e com sede,
sede de ti...
que me arrasta
a este oásis
onde entrei e fiquei
mergulhado na sombra fragil
da lua...
nu
quando o corpo mente
por mim,
chamando a guerra
a este átrio demente,
demente de ti...
em silênçio
queimando a água,
que brota destes corpos
possuidos pela raiz do prazer...
Nimbus
nu de ti...
vazio em min,
como frio
que me colhe disperso
num ventre,
alem,
e com sede,
sede de ti...
que me arrasta
a este oásis
onde entrei e fiquei
mergulhado na sombra fragil
da lua...
nu
quando o corpo mente
por mim,
chamando a guerra
a este átrio demente,
demente de ti...
em silênçio
queimando a água,
que brota destes corpos
possuidos pela raiz do prazer...
Nimbus
quinta-feira, 3 de julho de 2008
o luar
olho pró céu...
E vejo voçê...
Hó luar de todos os amantes...
Teu luar é tão belo...
Que me ponho a imaginar...
Como é bom amar...
Lua amiga dos poetas...
E dos apaixonados...
Que nada me diz...
Mas que me faz companhia...
E me deixa sonhar...
Sonhar com voçê...
É poder te amar...
Como em uma aquarela...
De sonhos reais...
Assim somos nós...
Eu e voçê no doçe ...
Balanço do mar...
Com a lua a nos testemunhar...
E vejo voçê...
Hó luar de todos os amantes...
Teu luar é tão belo...
Que me ponho a imaginar...
Como é bom amar...
Lua amiga dos poetas...
E dos apaixonados...
Que nada me diz...
Mas que me faz companhia...
E me deixa sonhar...
Sonhar com voçê...
É poder te amar...
Como em uma aquarela...
De sonhos reais...
Assim somos nós...
Eu e voçê no doçe ...
Balanço do mar...
Com a lua a nos testemunhar...
Mas é o amor de sexo para sexo que se revela mais nitidamente como um desejo de posse: aquele que ama quer ser possuidor exclusivo da pessoa que deseja, quer ter um poder absoluto tanto sobre a sua alma como sobre o seu corpo, quer ser amado unicamente, instalar-se e reinar na outra alma como o mais alto e o mais desejável.
Nietzsche
Nietzsche
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Doze moradas de silêncio
hoje é dia de coisas simples
(Ai de mim! Que desgraça!
O creme de terra não voltará a aparecer!)
coisas simples como ir contigo ao restaurante
ler o horóscopo e os pequenos escândalos
folhear revistas pornográficas e
demorarmo-nos dentro da banheira
na ladeia pouco há a fazer
falaremos do tempo com os olhos presos dentro das
chávenas inventaremos palavras cruzadas na areia... jogos
e murmúrios de dedos por baixo da mesa
beberemos café
sorriremos à pessoas e às coisas
caminharemos lado a lado os ombros tocando-se
(se estivesses aqui!)
em silêncio olharíamos a foz do rio
é o brincar agitado do sol nas mãos das crianças
descalças
hoje
Al Berto
(Ai de mim! Que desgraça!
O creme de terra não voltará a aparecer!)
coisas simples como ir contigo ao restaurante
ler o horóscopo e os pequenos escândalos
folhear revistas pornográficas e
demorarmo-nos dentro da banheira
na ladeia pouco há a fazer
falaremos do tempo com os olhos presos dentro das
chávenas inventaremos palavras cruzadas na areia... jogos
e murmúrios de dedos por baixo da mesa
beberemos café
sorriremos à pessoas e às coisas
caminharemos lado a lado os ombros tocando-se
(se estivesses aqui!)
em silêncio olharíamos a foz do rio
é o brincar agitado do sol nas mãos das crianças
descalças
hoje
Al Berto
Dizem que a paixão o conheceu
dizem que a paixão o conheceu
mas hoje vive escondido nuns óculos escuros
senta-se no estremecer da noite enumera
o que lhe sobejou do adolescente rosto
turvo pela ligeira náusea da velhice
conhece a solidão de quem permanece acordado
quase sempre estendido ao lado do sono
pressente o suave esvoaçar da idade
ergue-se para o espelho
que lhe devolve um sorriso tamanho do medo
dizem que vive na transparência do sonho
à beira-mar envelheceu vagarosamente
sem que nenhuma ternura nenhuma alegria
nunhum ofício cantante
o tenha convencido a permanecer entre os vivos
Al Berto
mas hoje vive escondido nuns óculos escuros
senta-se no estremecer da noite enumera
o que lhe sobejou do adolescente rosto
turvo pela ligeira náusea da velhice
conhece a solidão de quem permanece acordado
quase sempre estendido ao lado do sono
pressente o suave esvoaçar da idade
ergue-se para o espelho
que lhe devolve um sorriso tamanho do medo
dizem que vive na transparência do sonho
à beira-mar envelheceu vagarosamente
sem que nenhuma ternura nenhuma alegria
nunhum ofício cantante
o tenha convencido a permanecer entre os vivos
Al Berto
E ao anoitecer
...e ao anoitecer adquires nome de ilha ou de vulcão
deixas viver sobre a pele uma criança de lume
e na fria lava da noite ensinas ao corpo
a paciência o amor o abandono das palavras
o silêncio e a difícil arte da melancolia...
Al Berto
deixas viver sobre a pele uma criança de lume
e na fria lava da noite ensinas ao corpo
a paciência o amor o abandono das palavras
o silêncio e a difícil arte da melancolia...
Al Berto
A Aranha
A ARANHA do meu destino
Faz teias de eu não pensar.
Não soube o que era em menino,
Sou adulto sem o achar.
É que a teia, de espalhada
Apanhou-me o querer ir...
Sou uma vida baloiçada
Na consciência de existir.
A aranha da minha sorte
Faz teia de muro a muro...
Sou presa do meu suporte.
Fernando Pessoa
Faz teias de eu não pensar.
Não soube o que era em menino,
Sou adulto sem o achar.
É que a teia, de espalhada
Apanhou-me o querer ir...
Sou uma vida baloiçada
Na consciência de existir.
A aranha da minha sorte
Faz teia de muro a muro...
Sou presa do meu suporte.
Fernando Pessoa
domingo, 29 de junho de 2008
Pensamento do dia....
'Quando a última árvore tiver caído,
Quando o último rio tiver secado,
Quando o último peixe for pescado,
Vocês vão entender que dinheiro não se come'.
(Greenpeace)
Quando o último rio tiver secado,
Quando o último peixe for pescado,
Vocês vão entender que dinheiro não se come'.
(Greenpeace)
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Sombra móvel
SOMBRA MÓVEL
CÉGO IBRIDO DO AMOR
ENVOLVE O TEU SEIO AO BEIJO
NA SINFONIA DA NOITE
AMO-TE
E TODAS AS LINGUAS MORDEM POR TI
EU SEI
SEM DESCOBRIR O QUE SOU
QUE ALGO PASSA
E ME DESPE PARA MAIS
MORRO
HOJE
PERDIDO NA PAGINA DE UM ÊXTASE
ONDE SERÁS GUIADA
PELOS GRITOS
QUE SEGREDA-MOS Á LUA
Nimbus
CÉGO IBRIDO DO AMOR
ENVOLVE O TEU SEIO AO BEIJO
NA SINFONIA DA NOITE
AMO-TE
E TODAS AS LINGUAS MORDEM POR TI
EU SEI
SEM DESCOBRIR O QUE SOU
QUE ALGO PASSA
E ME DESPE PARA MAIS
MORRO
HOJE
PERDIDO NA PAGINA DE UM ÊXTASE
ONDE SERÁS GUIADA
PELOS GRITOS
QUE SEGREDA-MOS Á LUA
Nimbus
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Bacanal de almas
CORPOS SUFUCADOS
NESTE BACANAL DE ALMAS
A BRIGA COMEÇOU
OS SEIOS ANSEIAM
PELA VIRTUOSA MÃO
DO PECADOR
UMA LENDA FAMINTA
ESCONDE-SE EM TUA CASA
NÃO CHORES
HOJE PARECIA-MOS UM GRUPO
DE REBELDES
A SABORIAR PASMOS
NA NAUSEA DA NOITE
Nimbus
NESTE BACANAL DE ALMAS
A BRIGA COMEÇOU
OS SEIOS ANSEIAM
PELA VIRTUOSA MÃO
DO PECADOR
UMA LENDA FAMINTA
ESCONDE-SE EM TUA CASA
NÃO CHORES
HOJE PARECIA-MOS UM GRUPO
DE REBELDES
A SABORIAR PASMOS
NA NAUSEA DA NOITE
Nimbus
Estranho sábio
OS ESPÉCTADORES
ABANDONAM O ANFITEATRO
ANTES DO ESTRANHO SÁBIO
FAZER A SUA ACTUAÇÃO
ABANDONAM-NO
PORQUE ELE SABE OS SEUS SEGREDOS
O ESTRANHO SÁBIO
MÉTE-LHES MEDO
ELE ATERRORIZA-OS
COM A SIMPLES IDÉIA DA VERDADE
Nimbus
(uma das primeiras)
ABANDONAM O ANFITEATRO
ANTES DO ESTRANHO SÁBIO
FAZER A SUA ACTUAÇÃO
ABANDONAM-NO
PORQUE ELE SABE OS SEUS SEGREDOS
O ESTRANHO SÁBIO
MÉTE-LHES MEDO
ELE ATERRORIZA-OS
COM A SIMPLES IDÉIA DA VERDADE
Nimbus
(uma das primeiras)
conto lendas
e no leito de uma noite
conto lendas
de uma vitória nossa
extinguida no tempo
onde vencemos
a fúria de um feitiço
o segredo da água
o rebelde grito do vento
que nos guiava
sobre o cume quente dos corpos
mergulhados na agitação de um sonho
que de repente se dissipou
no acordar de uma manhã
vendida ao esquecimento
condenada á imensidão
de um simples olhar….
Nimbus
conto lendas
de uma vitória nossa
extinguida no tempo
onde vencemos
a fúria de um feitiço
o segredo da água
o rebelde grito do vento
que nos guiava
sobre o cume quente dos corpos
mergulhados na agitação de um sonho
que de repente se dissipou
no acordar de uma manhã
vendida ao esquecimento
condenada á imensidão
de um simples olhar….
Nimbus
TENS DE ENFRENTAR
tens de enfrentar
a tua vida
que está a passar sorrateiramente
por ti
como uma serpente
enrolada em êxtase
baba de caracol
tens de enfrentar o inevitável
no fim de contas
Ossos Sangrentos apanhou-te
Jim Morrison
Titulo original: You Most Confront
a tua vida
que está a passar sorrateiramente
por ti
como uma serpente
enrolada em êxtase
baba de caracol
tens de enfrentar o inevitável
no fim de contas
Ossos Sangrentos apanhou-te
Jim Morrison
Titulo original: You Most Confront
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Pensamento do dia
Hoje, sei que se me entregasse seria imortal....
Imortal sem receios de ti....... e todos........
Detentora de um poder subrenatural........
Me deixaria levar, ao som da tua respiração
Imortal sem receios de ti....... e todos........
Detentora de um poder subrenatural........
Me deixaria levar, ao som da tua respiração
Atreve-te
Rir é correr risco de parecer tolo.
Chorar é correr o risco de parecer sentimental.
Estender a mão é correr o risco de se envolver.
Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu.
Defender seus sonhos e idéias diante da multidão é correr o risco de perder as pessoas.
Amar é correr o risco de não ser correspondido.
Viver é correr o risco de morrer. Confiar é correr o risco de se decepcionar.
Tentar é correr o risco de fracassar.
Mas os riscos devem ser corridos, porque o maior perigo é não arriscar nada. Há pessoas que não correm nenhum risco, não fazem nada, não têm nada e não são nada.
Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões, mas elas não conseguem nada, não sentem nada, não mudam, não crescem, não amam, não vivem.
Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade.
Somente a pessoa que corre riscos é livre!
Venus
Chorar é correr o risco de parecer sentimental.
Estender a mão é correr o risco de se envolver.
Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu.
Defender seus sonhos e idéias diante da multidão é correr o risco de perder as pessoas.
Amar é correr o risco de não ser correspondido.
Viver é correr o risco de morrer. Confiar é correr o risco de se decepcionar.
Tentar é correr o risco de fracassar.
Mas os riscos devem ser corridos, porque o maior perigo é não arriscar nada. Há pessoas que não correm nenhum risco, não fazem nada, não têm nada e não são nada.
Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões, mas elas não conseguem nada, não sentem nada, não mudam, não crescem, não amam, não vivem.
Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade.
Somente a pessoa que corre riscos é livre!
Venus
para ti
para ti te escrevo,
estas simples palavras,
meu amigo, meu anjo da guarda,
tu que me devolveste o sol, a vida...
sim é para ti...
mas onde tu vês amizade,
eu vejo amor...
tímido mas muito verdadeiro
porque o que fica entre linhas
o meu corpo deseja...
mas nesta paixão reprimida
fica o sonho
que um dia possamos
jurar amor eterno,
onde a lua é a nossa única testemunha.
e nas estrelas gravamos os nossos nomes
para que sejamos recordados
como a bela e o monstro...
que se amam loucamente
estas simples palavras,
meu amigo, meu anjo da guarda,
tu que me devolveste o sol, a vida...
sim é para ti...
mas onde tu vês amizade,
eu vejo amor...
tímido mas muito verdadeiro
porque o que fica entre linhas
o meu corpo deseja...
mas nesta paixão reprimida
fica o sonho
que um dia possamos
jurar amor eterno,
onde a lua é a nossa única testemunha.
e nas estrelas gravamos os nossos nomes
para que sejamos recordados
como a bela e o monstro...
que se amam loucamente
desencontros da vida
sinto-me sem chão
sem ar para respirar
sem nada nas mãos
no meio do mar
onde as incertezas
trazem mais dor
a este coração
que tantas vezes foi magoado
mas nunca para de bater
na esperança de um dia
encontrar a solução
do seu bater...
preciso de lutar
nesta maré furiosa
que se chama vida.
tenho medo de viver,
tenho medo do que acredito,
mas não quero deixar de viver,
sem antes te poder dizer...
amor, meu grande amor...
és, foste e serás sempre o meu e
único amor!
mas a vida não me deu a oportunidade
e caí nesta imensidão de dor,
de incertezas e de tristeza.
onde morri sem te ver,
mas um dia meu amor,
saberás a verdade e aí...
quem sabe ...
sem ar para respirar
sem nada nas mãos
no meio do mar
onde as incertezas
trazem mais dor
a este coração
que tantas vezes foi magoado
mas nunca para de bater
na esperança de um dia
encontrar a solução
do seu bater...
preciso de lutar
nesta maré furiosa
que se chama vida.
tenho medo de viver,
tenho medo do que acredito,
mas não quero deixar de viver,
sem antes te poder dizer...
amor, meu grande amor...
és, foste e serás sempre o meu e
único amor!
mas a vida não me deu a oportunidade
e caí nesta imensidão de dor,
de incertezas e de tristeza.
onde morri sem te ver,
mas um dia meu amor,
saberás a verdade e aí...
quem sabe ...
terça-feira, 24 de junho de 2008
Grito mudo...
Estou só....
e acho que me vou perder
e deixar-me levar
pela chama de um outro fogo,
que chama por mim e me deseja.....
mas o teu doçe sal
permaneçe em mim
como um grito mudo
que só eu pareço ouvir.....
Nimbus
e acho que me vou perder
e deixar-me levar
pela chama de um outro fogo,
que chama por mim e me deseja.....
mas o teu doçe sal
permaneçe em mim
como um grito mudo
que só eu pareço ouvir.....
Nimbus
Solidão...
....e entrego-me
no desespero de uma vida
fundida na vastidão do sol
onde percorro as ruas
em busca de saudade
á muito perdida
e onde a noite
é camuflagem
de um mundo
que morre dentro de mim........
eu não quero tudo
quero-te nua
entre uma nova manhã
onde viverei o sonho
que trago na alma.......
Nimbus
no desespero de uma vida
fundida na vastidão do sol
onde percorro as ruas
em busca de saudade
á muito perdida
e onde a noite
é camuflagem
de um mundo
que morre dentro de mim........
eu não quero tudo
quero-te nua
entre uma nova manhã
onde viverei o sonho
que trago na alma.......
Nimbus
Nem rei nem senhor...
Não sou
rei nem senhor
de tuas terras longinquas
que se arrastam aqui presas no teu olhar
nem ladrão
que foge
levando o cálice de tuas águas
que nos lançaram na seda doçe de uma noite
sou o lapso de um beijo
perdido nas estrelas
que aqui vençe o impossivel
e relembra felicidade.....
Nimbus
rei nem senhor
de tuas terras longinquas
que se arrastam aqui presas no teu olhar
nem ladrão
que foge
levando o cálice de tuas águas
que nos lançaram na seda doçe de uma noite
sou o lapso de um beijo
perdido nas estrelas
que aqui vençe o impossivel
e relembra felicidade.....
Nimbus
Só...
Pior que a solidão
o vazio
que desce sobre mim
disfarçado de saudade
Vertendo o medo
nas colinas da paixão
que secam com o Sol da demência
e vibram com o futuro da incerteza,
Eu sei,
Que não me fiz ouvir,
nem que tu te quisestes dar,
mas o sonho foi prolongado demais,
não sei,
que sou,
fui,
ou serei..........
.....longe de ti......
Nimbus
o vazio
que desce sobre mim
disfarçado de saudade
Vertendo o medo
nas colinas da paixão
que secam com o Sol da demência
e vibram com o futuro da incerteza,
Eu sei,
Que não me fiz ouvir,
nem que tu te quisestes dar,
mas o sonho foi prolongado demais,
não sei,
que sou,
fui,
ou serei..........
.....longe de ti......
Nimbus
Chove....
Amigo...
E DE REPENTE...
UMA VAGA CRISTALINA
SEMENTE DE ANSIA
LEVAR-TE-A DAQUI
AMIGO
PARA O COME DE UMA MONTANHA
DE JOELHOS
SOBRE
AS TUAS VESTES HUMIDAS
SUPLICANDO O RASTO DA CARAVANA
Nimbus
UMA VAGA CRISTALINA
SEMENTE DE ANSIA
LEVAR-TE-A DAQUI
AMIGO
PARA O COME DE UMA MONTANHA
DE JOELHOS
SOBRE
AS TUAS VESTES HUMIDAS
SUPLICANDO O RASTO DA CARAVANA
Nimbus
E quando um Anjo....
E QUANDO UM ANJO
IMPONENTE & BRANCO
SUPLICAR
PELA TUA ALMA
DIZ-LHE QUE AQUELA MULHER
VESTIDA DE FOGO
É PAIXÃO
É FUGA NUM CAVALO SELVAGEM
DIZ-LHE
QUE AS SUAS ASAS CEDERÃO
PERANTE A TERRA
OS VENTOS
AS AGUAS
OS FOGOS
QUE LHE MOSTRAREMOS
O MONSTRO OLHA-NOS
CHORA
E ABANDONA A PLANICIE
COMO SE LHE TIVESSE-MOS
RECORDADO ALGUEM
Nimbus
IMPONENTE & BRANCO
SUPLICAR
PELA TUA ALMA
DIZ-LHE QUE AQUELA MULHER
VESTIDA DE FOGO
É PAIXÃO
É FUGA NUM CAVALO SELVAGEM
DIZ-LHE
QUE AS SUAS ASAS CEDERÃO
PERANTE A TERRA
OS VENTOS
AS AGUAS
OS FOGOS
QUE LHE MOSTRAREMOS
O MONSTRO OLHA-NOS
CHORA
E ABANDONA A PLANICIE
COMO SE LHE TIVESSE-MOS
RECORDADO ALGUEM
Nimbus
E sem me esforçar...
E SEM ME ESFORÇAR
REPARO QUE ME ENCONTRO SÓ
APERTADO NO ESCURO DO FRIO
E NO MEU QUARTO
DEITADA COMIGO
ABRAÇO-TE
PERDIDO NO DESEJO
DE UMA MIRAGEM
QUE ESCORREGA COMO AGUA
NAS MÃOS DA SEDE
ORQUIDIA AZUL
VENTRE
BUNKER DE SAL
PERSEGUIDO
POR CÃES FAMINTOS EM FLOR
QUE DESPERTAM Á TUA PASSAGEM
HOJE
QUE TODOS ESQUEÇERAM
QUE NÃO DORMIA-MOS
HOJE
QUE TODOS ESQUEÇERAM
QUE SERIA-MOS MORTÁIS
PERANTE O BÁFO MITICO DA FÉ
CHEGUEI
RUDE
DE JOELHOS
SUPLICANDO A TUA AURA DE LEITE
QUE REPOUSA SOBRE O CIMO QUENTE
DA CIDADE.
ROUBÁRTE-EI O MEDO
QUE PAIRA NU
NA CHAMA VERTIGINOSA DO OLHAR
AMO-TE
E SEREI O RITMO LEVE
DA CHUVA
A TRESPASSAR-TE...
Nimbus
REPARO QUE ME ENCONTRO SÓ
APERTADO NO ESCURO DO FRIO
E NO MEU QUARTO
DEITADA COMIGO
ABRAÇO-TE
PERDIDO NO DESEJO
DE UMA MIRAGEM
QUE ESCORREGA COMO AGUA
NAS MÃOS DA SEDE
ORQUIDIA AZUL
VENTRE
BUNKER DE SAL
PERSEGUIDO
POR CÃES FAMINTOS EM FLOR
QUE DESPERTAM Á TUA PASSAGEM
HOJE
QUE TODOS ESQUEÇERAM
QUE NÃO DORMIA-MOS
HOJE
QUE TODOS ESQUEÇERAM
QUE SERIA-MOS MORTÁIS
PERANTE O BÁFO MITICO DA FÉ
CHEGUEI
RUDE
DE JOELHOS
SUPLICANDO A TUA AURA DE LEITE
QUE REPOUSA SOBRE O CIMO QUENTE
DA CIDADE.
ROUBÁRTE-EI O MEDO
QUE PAIRA NU
NA CHAMA VERTIGINOSA DO OLHAR
AMO-TE
E SEREI O RITMO LEVE
DA CHUVA
A TRESPASSAR-TE...
Nimbus
Sobre a Noite...
E SOBRE A NOITE QUE SE ME IMPÕE
NEGO-ME A ACEITAR
QUE A LUA PARA TI É OUTRA
PINTURA
QUE ESCORREGA NO CÉU
COMO UMA LÁGRIMA DEMENTE
TRÉMULA
SOBRE A FACE NEGRA
QUE DESPONTA DAS ÁGUAS
QUE ME TOMA NOS BRAÇOS
E ME BEIJA
ENTRE A SEDA DA CAMA
E A CARNE CRUA
BRANCA DA LUA
E SÓ
O SOL & A LUA
TESTEMUNHAS LUCIDAS
DA VERDADE
SABEM QUE O BEIJO
FOI O PRINCIPIO
PRINCIPIO DA MORTE
QUE SE APROXIMOU
DE MIM
COMO UM ESTRANHO SER
EMBRIAGADO
E ME RECORDOU
QUE TU EXISTIAS
PARA SEMPRE
Nimbus
NEGO-ME A ACEITAR
QUE A LUA PARA TI É OUTRA
PINTURA
QUE ESCORREGA NO CÉU
COMO UMA LÁGRIMA DEMENTE
TRÉMULA
SOBRE A FACE NEGRA
QUE DESPONTA DAS ÁGUAS
QUE ME TOMA NOS BRAÇOS
E ME BEIJA
ENTRE A SEDA DA CAMA
E A CARNE CRUA
BRANCA DA LUA
E SÓ
O SOL & A LUA
TESTEMUNHAS LUCIDAS
DA VERDADE
SABEM QUE O BEIJO
FOI O PRINCIPIO
PRINCIPIO DA MORTE
QUE SE APROXIMOU
DE MIM
COMO UM ESTRANHO SER
EMBRIAGADO
E ME RECORDOU
QUE TU EXISTIAS
PARA SEMPRE
Nimbus
Vida que desce...
VIDA QUE DESCE
Á TERRA
COMO UM ANJO
QUE ME TOMA
ME DESPE
E ME SAQUEIA
LEVANDO-ME NOVAMENTE
COMO UMA CRIANÇA
EU SEREI A ÁGUA
O SANGUE
QUE REBENTA DE TI
COMO A LUZ DO NOVO DIA
QUE DESCARADAMENTE
ATROPÉLA A NOITE
E SUGA O DESEJO
Á SERPENTE
QUE SE APROXIMA
E ME MORDE
E ME SEGREDA...
...FELICIDADE.
Nimbus
Á TERRA
COMO UM ANJO
QUE ME TOMA
ME DESPE
E ME SAQUEIA
LEVANDO-ME NOVAMENTE
COMO UMA CRIANÇA
EU SEREI A ÁGUA
O SANGUE
QUE REBENTA DE TI
COMO A LUZ DO NOVO DIA
QUE DESCARADAMENTE
ATROPÉLA A NOITE
E SUGA O DESEJO
Á SERPENTE
QUE SE APROXIMA
E ME MORDE
E ME SEGREDA...
...FELICIDADE.
Nimbus
Gosto de ti...
GOSTO DE TI
PELO CHEIRO QUE TE NAVEGA NA PELE
PELO RITMO DO SOL
QUE TE PERNOITA NOS OLHOS
PORQUE A AURA
QUENTE
QUE TE ABRAÇA
É SEDE
QUE ME ENFUREÇE AS VEIAS
VIAJO NO SOPRO
DA NOITE
E LARGADO AQUI
SOBRE AS FLORES DO ESQUECIMENTO
PEÇO-TE QUE FIQUES
NUA
SOBRE A BRIGA DA CAMA
PREDADORA DO SONO
SUAVE
QUE ME VENCE
E ME ATIRA NO CHÃO
DEPOIS DO GRITO QUE SE TE SOLTA
DE DENTRO
VIVO
AQUI E ALI
NOS BRAÇOS DO PACTO
QUE NOS DESFAZ
SE EU SOUBESSE
QUE AS TUAS MÃOS
ABRIAM CHÁGAS
SE EU SOUBESSE
QUE NAS GARRAS
DO TEU SORRISO
IRIA SER FUZILÁDO
TER-ME-IA ENTREGADO
ANTES DO NASCER DO SOL
ANTES QUE O AR
ME EXCITÁ-SE
E ME DEPOSITÁ-SE
NO SÁL DE UM SONHO
Nimbus
PELO CHEIRO QUE TE NAVEGA NA PELE
PELO RITMO DO SOL
QUE TE PERNOITA NOS OLHOS
PORQUE A AURA
QUENTE
QUE TE ABRAÇA
É SEDE
QUE ME ENFUREÇE AS VEIAS
VIAJO NO SOPRO
DA NOITE
E LARGADO AQUI
SOBRE AS FLORES DO ESQUECIMENTO
PEÇO-TE QUE FIQUES
NUA
SOBRE A BRIGA DA CAMA
PREDADORA DO SONO
SUAVE
QUE ME VENCE
E ME ATIRA NO CHÃO
DEPOIS DO GRITO QUE SE TE SOLTA
DE DENTRO
VIVO
AQUI E ALI
NOS BRAÇOS DO PACTO
QUE NOS DESFAZ
SE EU SOUBESSE
QUE AS TUAS MÃOS
ABRIAM CHÁGAS
SE EU SOUBESSE
QUE NAS GARRAS
DO TEU SORRISO
IRIA SER FUZILÁDO
TER-ME-IA ENTREGADO
ANTES DO NASCER DO SOL
ANTES QUE O AR
ME EXCITÁ-SE
E ME DEPOSITÁ-SE
NO SÁL DE UM SONHO
Nimbus
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